terça-feira, 26 de agosto de 2025

A Origem do Estoicismo

 

A Origem do Estoicismo e seu Primeiro Fundador

Quando pensamos em filosofia, muitas vezes imaginamos algo distante da vida prática, restrito a livros antigos e aulas acadêmicas. Mas o estoicismo nasceu justamente para ser o oposto disso: uma filosofia voltada ao cotidiano, criada para orientar homens e mulheres comuns a viverem de forma mais sábia e serena.

Quem foi Zenão de Cítio?

O estoicismo surgiu por volta de 300 a.C., em Atenas, com Zenão de Cítio, um comerciante fenício da ilha de Chipre. A história conta que Zenão sofreu um naufrágio que destruiu suas riquezas. Sem nada, ele encontrou refúgio em Atenas, onde passou a frequentar livrarias e escolas filosóficas.

Foi ali que teve contato com os escritos de Sócrates e com pensadores como Cínicos
e Platônicos
, que influenciaram profundamente sua visão de mundo.

Transformando a própria perda em aprendizado, Zenão decidiu fundar sua própria escola filosófica.

A Stoa Poikíle: o berço do estoicismo

Diferente de outras escolas, que se reuniam em locais fechados e exclusivos, Zenão preferiu um espaço público: a Stoa Poikíle (“Pórtico Pintado”), localizada no coração de Atenas.

Era um pórtico decorado com murais de batalhas famosas, aberto a qualquer pessoa que quisesse ouvir. Por isso, os discípulos de Zenão ficaram conhecidos como os estoicos — aqueles que aprendiam sob a stoa.

Essa escolha já dizia muito sobre a proposta do estoicismo: uma filosofia para a vida real, voltada não só a intelectuais, mas a todos que buscassem viver com virtude.

Os princípios iniciais

Zenão ensinava que o bem supremo é viver de acordo com a natureza e a razão, cultivando virtudes como:

  • Sabedoria, para discernir o que depende de nós e o que não depende.

  • Coragem, para enfrentar as dificuldades inevitáveis da vida.

  • Justiça, para viver em harmonia com os outros.

  • Temperança, para equilibrar desejos e paixões.

Essas virtudes se tornaram os pilares do estoicismo e permanecem válidas até hoje.

Um legado que atravessa séculos

Depois de Zenão, outros pensadores deram continuidade à escola estoica, como Crisipo de Solos, considerado o grande sistematizador da doutrina. Séculos mais tarde, o estoicismo ainda influenciaria figuras como Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio, que o tornaram imortal.

A mensagem central de Zenão — “não podemos controlar os acontecimentos, mas podemos controlar como reagimos a eles” — continua ecoando até hoje, talvez mais atual do que nunca.


Conclusão
O estoicismo nasceu do infortúnio de um homem que perdeu tudo e decidiu transformar sua tragédia em sabedoria. Zenão nos mostrou que a filosofia pode ser prática, acessível e profundamente transformadora.

Se, há mais de dois mil anos, ela ajudou pessoas a enfrentar guerras, perdas e incertezas, por que não poderia também nos ajudar em nossos desafios diários?

Bem-vindo ao Blog de Estoicismo

 



Seja bem-vindo(a)!

Este espaço nasce de uma convicção simples, mas poderosa: a filosofia não pertence apenas aos livros antigos ou às salas de aula. Ela pertence à vida.

O estoicismo, que floresceu há quase 2.400 anos com pensadores como Zenão, Cleantes,


Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio, continua sendo uma das filosofias mais práticas e atuais que já existiram. Ele não se limita a conceitos abstratos — é um guia para viver melhor, com coragem, sabedoria, justiça e temperança.

Aqui no blog, meu objetivo é trazer os ensinamentos estoicos para o nosso tempo. Em meio a tantas pressões, desafios e incertezas da vida moderna, precisamos de princípios sólidos que nos ajudem a manter a mente firme e o coração tranquilo.

O que você vai encontrar aqui:

  • Explicações claras sobre os conceitos estoicos.

  • Reflexões aplicadas ao cotidiano: trabalho, família, relacionamentos, decisões difíceis.

  • Exemplos históricos e contemporâneos de pessoas que vivem (ou viveram) de acordo com essa filosofia.

  • Textos que buscam inspirar sem perder a simplicidade.

Por que o estoicismo?

Porque ele nos lembra que não controlamos os acontecimentos, mas sempre podemos escolher nossa resposta a eles. E é nessa escolha que está a verdadeira liberdade.

Convido você a caminhar comigo nesta jornada de autoconhecimento, disciplina e serenidade. Que este blog seja mais do que um espaço de leitura: que seja um ponto de reflexão e transformação.

Seja bem-vindo(a) ao estoicismo aplicado à vida real.


sexta-feira, 19 de maio de 2023

Virtudes que todos devem buscar



Honestidade: Ser honesto implica em agir com sinceridade, integridade e transparência. Uma pessoa honesta é verdadeira em suas palavras e ações, sendo confiável e íntegra em seus relacionamentos e compromissos.


Generosidade: A generosidade envolve compartilhar recursos, tempo, habilidades e afeto com os outros de forma altruísta. É a disposição de ajudar e contribuir para o bem-estar dos outros, sem esperar algo em troca.


Coragem: A coragem é a disposição de enfrentar o medo, a adversidade e os desafios com bravura. Envolve agir com determinação, persistência e confiança, mesmo diante de obstáculos ou situações desconfortáveis.


Respeito: O respeito envolve tratar os outros com consideração, dignidade e cortesia. É reconhecer e valorizar a individualidade, os direitos, as opiniões e as diferenças dos outros, independentemente de sua origem, status ou crenças.


Empatia: A empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreender e compartilhar seus sentimentos e perspectivas. Envolve ser sensível às emoções e necessidades dos outros, demonstrando compaixão, compreensão e apoio.

quarta-feira, 20 de maio de 2020


Fake News – Não seja mais um idiota.

Já ouvi alguém falar que as redes sociais deram voz aos idiotas, não concordo inteiramente com a afirmação, no entanto, é possível afirmar que deram voz ao incauto e ao mal intencionado, destes só o último é um idiota verdadeiramente.
 Ocorre que, diariamente, seja pelo Whatsapp, pelo Facebook ou outras redes sociais, somos bombardeados por notícias falsas chamadas fake news, o conteúdo é diverso, mas em regra é difamatório e mentiroso, com intenção nebulosa e subjacente.
Talvez você, cidadão de bem, cuja interação na rede social é intensa, na sua pseudo sapiência, está sendo o instrumento da mentira, perpetrando o ódio e a violência em todas as suas formas, verdadeira figuração do mal. Se repassa fake News você é o reprodutor de falsidades, e o faz, em regra, para ter o prazer de compartilhar com seus afetos ou desafetos virtuais que “estava certo”, mesmo estando errado. Infantilidade ou maldade?
Como consequência desta atitude, débil ou maldosa, pessoas já morreram. Sabia que uma mulher foi morta em público depois que uma fake news noticiou que ela era uma feiticeira que matava crianças? Sabia que a vacina também foi alvo de fake news e milhares de pessoas acreditaram?
Importante mesmo é ficar vacinado contra fake news, mas como? É simples: desconfie daquelas matérias que não citam fontes, antes de compartilhar busquem dados nos sites especializados em desmascarar notícias falsas e em seguida denuncie a postagem. Verifique a data da matéria, isto é importante, atualmente circula nas redes sociais uma fake news sobre caixões vazios, se você verificar o link verá que se trata de uma notícia antiga, sem relação com contexto que o autor da notícia falsa pretende inferir.
O mais prudente é que você, antes de compartilhar qualquer matéria em suas redes sociais, deixe um pouco de lado a sua voracidade em comprovar suas teses, sejam elas quais forem, e permita-se refletir sobre as consequências da postagem, verifique em que ele contribui. Se for algo difamatório, não compartilhe, não replique o ódio e a mentira, não cause a tristeza, não destrua reputações, pois você mesmo poderá ser a próxima vítima daquilo que não combateu quando podia.
Exercitando. Não há como você compreender na totalidade este texto se não souber o significado das palavras incauto e subjacente, neste caso recorra ao dicionário. Assim proceda também com matérias que você decide compartilhar, pesquisa a fonte.
 Seja honesto intelectualmente, não mais um idiota.


Geverson Aparício Ferrari
Bacharel em Direito  - UniRitter
Mestre Sociologia - UFRGS
Licenciando em Filosofia - UFPel

quarta-feira, 13 de setembro de 2017


  1. Pensando na gente.
    É, eu e tu.
    Sabe o quanto sofremos, rimos e choramos.
    Penso que a gente merece ser feliz.
    É, eu e tu....
    Quantas coisas já fizemos, e de quantas já nos arrependemos.
    Se pensar que se algo der errado, será eu e tu.
    O quanto imaturos já fomos, e o quanto ainda temos que aprender para amadurecer.
    Quanta gente já fizemos felizes, e triste.
    Quanta gente já nos invejaram e já tiveram pena.
    Mas quanta gente teve orgulho.
    Quantas gente nos ama.
    Mas, entre eu e tu, o que mais me importa é que tu me ames, e se ame, e que eu te ame.
    E não ligues tanto para os problemas alheios, eles são importantes sim, mas e eu e tu?
    O que tu quer e o que eu quero devem ser convergente.
    Esqueça as estrelas e olhe o espelho!!!!!
    (Autor: O espelho)
                                                              Por Geverson Ferrari

domingo, 10 de janeiro de 2016

Cadê os Direitos Humanos agora?

Diariamente nos deparamos com o preponderante saber popular. O início do século XXI, talvez será chamado nos novos livros de história que no futuro retratem o período atual como o tempo em que se viu o ápice da liberdade de expressão popular no Brasil. E as redes sociais virtuais são, sem dúvida, o mecanismo mais apropriado para exercício dessa liberdade de expressão.
 Hoje a livre manifestação do pensamento pode ser lida, analisada, curtida e compartilhada em redes sociais, sites de notícias, canais de vídeos dos sedizentes especialistas, bem como em blogs pessoais de jornalistas ou pseudos jornalistas. E o acesso a estas informações são livres, em qualquer espaço onde haja um sinal para a Internet.
No entanto, de todas as livres expressões do pensamento lidas nas redes sociais àquelas que mais guardam contradições em relação ao direito de liberdade de expressão são as que atacam os Direitos Humanos. Tais contradições aumentam, notadamente, depois que ocorrem crimes contra agentes responsáveis pela aplicação da lei, especialmente policiais. As manifestações nas redes sociais, com alguma variação, redundam no seguinte questionamento: Cadê os Direitos Humanos agora?
Não é inadmissível o questionamento, vez que a maioria das pessoas não sabe o que são os Direitos Humanos.
A livre expressão da opinião ou do pensamento é um Direito Humano. A pessoa que livremente critica o Presidente do Brasil, o Governador do Estado ou o Prefeito Municipal está exercendo esse direito, portando os Direitos Humanos estão junto a ela, sempre ao seu lado.
 A proteção para os Direitos Humanos vinculados a liberdade de expressão guarda uma trajetória histórica de luta para a garantia e respeito deste direito. Centenas de homens e mulheres morreram lutando para que hoje, qualquer cidadão seja ouvido e que sua opinião seja respeitada. O Estado deve abster-se de interferir na liberdade de opinião. Cada cidadão é responsável pelo que afirma.
A Revolução Francesa de 1789, com sua célebre Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão reconheceu no artigo 11 que: A livre comunicação das ideias e das opiniões é um dos mais preciosos direitos do homem; todo cidadão pode, portanto, falar, escrever, imprimir livremente, respondendo, todavia, pelos abusos dessa liberdade nos termos previstos na lei. Na Constituição Francesas de 1791 a liberdade de expressão foi positivada. No Brasil o artigo 5º inciso IV da Constituição de 1988, esclarece que é livre expressão do pensamento sendo vedado o anonimato. Ainda, em 1992, o Brasil ratificou por meio de decreto o Pacto de São Jose da Costa Rica, assim concorda com o artigo 13 do referido acordo: “ Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento e de expressão sua opinião”. 
Diante do breve exposto, fica evidente, que os Direitos Humanos estão junto de toda pessoa que expressa sua opinião nas redes sociais. Portanto, respondida a pergunta título deste ensaio.
Importante, pois, com os conhecimentos acima, continuar exercendo os Direitos Humanos vinculados à liberdade de expressão, no entanto, sem retroalimentar ideias contra os próprios Direitos Humanos já conquistados. Assim, quando ocorrerem crimes contra agentes responsáveis pela aplicação da lei devemos questionar sim, e em todo o lugar, especialmente nas redes sociais da seguinte forma: Cadê as viaturas mais potentes? Cadê o armamento para enfrentar em pé de igualdade a criminalidade? Cadê os coletes com a validade em dia? Cadê o efetivo que foi aprovado no concurso? Cadê os melhores salários aos policiais? Cadê as promoções a que fazem jus os policiais? Cadê o treinamento continuado e digno aos policiais?
Com estas indagações realizadas recorrentemente estaremos buscando os Direitos Humanos dos policiais e, no mesmo ato, exercendo nossos Direitos Humanos.

Autor: Geverson Aparício Ferrari
            Mestre em Sociologia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Ciclo elétrico agora é bicicleta - Resolução 465/13 - Contran


            Por um dever de justiça, já que fui um entusiasmado defensor da necessidade de Carteira Nacional de Habilitação para condução de bicicletas elétrica, repasso a informação a todos interessados em adquirir uma, que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regularizou a circulação de bicicletas elétricas no Brasil.
             A resolução 465/2013, que trata do tema, foi publicada no Diário Oficial da União, ela normatiza as bikes elétricas comercializadas no Brasil e cria novas regras, entre elas a que exige que a assistência do motor elétrico seja por meio do pedal e somente por desta maneira, ainda que sejam conduzidas em ciclovias, ciclofaixas, acostamentos e bordos de vias urbanas e rurais.
            As bicicletas devem ter sinalização para trânsito noturno na parte dianteira, traseira e lateral, ainda espelhos retrovisores e uma buzina.
            Sobre a potência máxima das bikes elétricas a resolução determina que deve ser de 350 Watts e a velocidade não podem passar dos 25 km/h. O capacete deve ser utilizado de forma obrigatória, porém pode ser aquele utilizado pelos ciclistas.
         Agora a bicicleta elétrica passa a ser comparada a bicicleta comum, aquela de propulsão humana, ou seja, quem se utilizada de bicicletas elétricas no Brasil, não fica obrigado a possuir Carteira Nacional de Habilitação.
         Na forma da Legislação Nacional de Trânsito, especialmente da Resolução que comparava a bike elétrica ao ciclomotor, os agentes de trânsito eram obrigados a exigir Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) ou CNH categoria A, essa exigência agora não é mais necessária a partir da publicação da Resolução 465/2013.
            Minha única preocupação, como especialista em segurança pública, é em relação a acidentes de trânsito, e não falo daqueles com danos materiais, mas sim aqueles que causam lesões corporais e a morte de centenas de motociclistas todos os anos. Para falar de dados, até setembro de 2013, somente no Estado Gaúcho, 475 motociclistas morreram e 70 pessoas também morreram quando guiavam suas bicicletas.
            Preocupo-me ainda mais, na medida em que as pessoas que se utilizarão destas bikes elétricas nem mesmo receberão noções de trânsito para guiá-las em via pública.
             Mas, da mesma forma que exigi, pelo princípio da legalidade, os requisitos para guiar ciclos elétricos na forma da lei anterior, agora vou garantir a todos o direito de usá-la como a lei atual determina.

Geverson A. Ferrari – 1º Sgt Brigada Militar


quinta-feira, 27 de junho de 2013

O que é Democracia? É o povo nas ruas!



     Uma verdadeira democracia tem como pressuposto a ruptura com o poder autoritário e centralizado, é, de modo geral, a vontade do povo a ser escutada pelos líderes. 

     Assim define a Constituição Federal do Brasil “Todo o poder emana do povo”. Está lá, no artigo 1º da Constituição Federal, parágrafo único.

      Este parágrafo tem duas partes, a segunda afirma o seguinte: “que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos temos desta Constituição.”

     Notem que o poder deve ser exercido pelos representantes ou diretamente pelo povo. E é neste ponto que reside o problema, o povo que delegou o poder a seus representantes, não se sente mais representado, visto que os partidos políticos no Brasil, em grande parte, nada mais são do que cabides de empregos para apadrinhamento de amigos partidários e seus coligados. São usados para conquista do poder, nada tem haver com representação do povo. 

     Porém, a ideia de democracia encerra uma forma de proteção contra o poder absoluto que desrespeita o povo e não observa seus direitos, os Direitos Humanos. O que se observa hoje, é que só somos importantes, neste processo dito democrático, na hora do voto, depois não somos mais escutados.

     Em verdade, a importância está no ser singular, que junto ao grande grupo, soma e forma uma massa, e assim, enfim, podemos visualizar o genuíno e verdadeiro poder, o poder real da sociedade, e não o hipotético ou delegado.

     O poder, como se observa nas ruas, não emana de um ser supremo, nem mesmo de um ser divino, nem mesmo de uma força desconhecida, mas sim do homem e da mulher. 

     Dessa forma, a democracia é um regime político que permite que o cidadão se expresse, e que sua vontade seja levada em consideração.

     Então, o povo está nas ruas colocando em prática, ou exercendo a cidadania, reivindicando seu poder de volta, não reconhecendo os detentores indiretos do poder que, como dito, emana do povo, erradia do povo e deve ser exercido para o povo.

     Outro pressuposto necessário para a cidadania é o de que o cidadão participe da vida da sociedade, ou que queira participar dela. As ruas mostram que o povo quer participar. Com efeito, é preciso que os líderes ofereçam mais mecanismos que possibilitem esta participação.

     Só na hora do voto já não nos basta! A PEC 37 já foi rejeitada no Congresso Nacional. Teremos o primeiro Deputado Federal preso desde 1988. E a presidente Dilma apontou medidas diante do clamor da sociedade. 

     Esse é o início do efeito do poder do povo. Isso é democracia.

    Geverson A. Ferrari