Não luto contra os fracos e oprimidos! Luto contra os corruptos, gananciosos, hipócritas, traficantes de qualquer espécie, manipuladores da mídia e da opinião pública Seus atos levam milhares de crianças à fome, à miséria, ao vício, à delinquência e à morte! Minhas armas mais importantes não são letais, são minhas ideias e o que posso fazer com elas.
sábado, 29 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Do crime até a pena, da omissão até a morte.
Torrano começou formalmente sua vida no crime aos 16 anos, seu primeiro contato com a polícia foi em 1993, quando foi apresentado preso por suspeita de roubo. Já em 1994 foi preso em flagrante por roubo a pedestre.
Daí para frente às coisas iriam piorar. Ele nasceu no mesmo ano que eu, 1976, porém em 2008 sua vida chegou ao fim, morreu depois de fugir de uma viatura policial. O homem conduzia uma moto roubada, no desespero colidiu em outro veículo, morrendo no local. Com ele estava um foragido da justiça, no qual restaram apenas lesões.
Em verdade, a vida de um criminoso não é longa, pelo menos criminosos como Torrano, do tipo que não respeitam regras, policiais e nem a própria vida.
Depois de sete anos atuando no roubo a pedestre Torrano decidiu ir além, passou a roubar veículos, com arma na mão anunciava o assalto, sempre de forma violenta.
Na madrugada de 25 março do ano de 2007, ele caminhava pela Avenida Luiz Pasteur em Sapucaia do Sul, provavelmente a procura de mais um veículo para roubar. Uma guarnição de Policiais do 33º BPM tentou abordá-lo. A seguir o maior erro de um criminoso: Torrano sacou de uma pistola e tentou efetuar disparos contra os policias, não teve êxito, a arma falhou e foi preso, em sua cintura mais um revólver Cal 38.
Entrementes, em menos de um mês estava em liberdade.
Em julho do mesmo ano em uma ocorrência na Rua Rio de Janeiro em Sapucaia do Sul, é preso novamente, agora com uma moto roubada e um revólver, houve troca de tiros, seu comparsa é baleado na perna e Torrano retorna ao Presídio.
No mês de novembro recebe liberdade, volta para as ruas e permanece livre até dia 23 de dezembro.
Naquele dia, às 10h30, é preso com um veículo roubado, com maconha e um cachimbo utilizado para fumar crack, a prova fática de que ele estava envolvido com o tráfico. Retorna ao Presídio Central e um mês depois recebe liberdade novamente.
Não quero, com o exposto acima, fazer sensacionalismo com a morte deste homem, mas sim, levar o leitor a uma reflexão, para que observe nas entre linhas e pensasse sobre os questionamentos a seguir: por que ele estava solto? Mais de 17 prisões entre os 16 e 31 anos. E sempre recebendo liberdade.
Parece uma contradição. Prender para soltar.
É evidente que o Estado falhou em sua missão, pois antes de reeducar o criminoso, ou puni-lo retributivamente, na forma adequada, observando os princípios relacionados com a dignidade da pessoa humana, o deixou livre para fazer outros crimes, outras vítimas e morrer.
Torrano era um criminoso, mas também uma vítima, das drogas, da vida que levava e do Estado omisso que não lhe garantiu o que preconiza a Constituição Federa no que diz respeito às garantias sociais, também não o fez cumprir a pena para os crimes de porte ilegal de arma de fogo e os crimes de roubos. Ao contrário, sempre concedeu liberdade. Isso demonstra a crise em que vivemos no que tange ao tema proposto.
Em minha analise, os problemas latentes sobre os fatos narrados acima são a sensação de impunidade a lei benevolente e suas intermináveis progressões de regime, bem como as precárias condições do sistema carcerário.
Fica claro que o nosso ordenamento jurídico penal e nossa forma de punir os criminosos estão em desacordo com a realidade social de nosso país e suas transformações.
Para concluir e justificar as ideias apresentadas deixo essas reflexões. Por que as pessoas em geral não cumprem a pena para a qual são condenadas ou pelas quais são presas? Por que tantas garantias que libertam presos sabidamente perigosos? Por que a questão carcerária não recebe a atenção devida de nossas autoridades Executivas e Legislativas? Por que as oportunidades são tão escassas para as classes miseráveis em nosso país? E se Torrano estivesse preso nas condições adequadas, conforme preconizam tratados e convenções internacionais sobre Direitos Humanos, bem como a Lei de Execução Penal ou, mais além, se, o jovem Torrano, incipiente criminoso, tivesse recebido outra forma de atenção do Estado que não só a intervenção policial, com certeza haveria menos índices de violência em nossa sociedade e com mais certeza, ele ainda estaria vivo.
Pensem nisso.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Os roubos de veículos em Sapucaia do Sul: falácia geradora de insegurança.
Na última semana vinculou-se nos meios de comunicação que Sapucaia do Sul registrou de janeiro a junho 430 veículos levados por criminoso e que lidera o ranking de cidades com maior índice deste crime. Tais dados são perfeitamente questionáveis, tendo em vista que acompanhamos em nossa cidade mês a mês tais índices, e verificamos que durante os últimos quatro anos, os roubos de veículos vêm diminuindo, senão acompanhem os números: 2007 - 318 veículos roubados; 2008 - 295; 2009 – 299, nestes três anos consideramos os 12 meses. Agora observe que em 2010, até o mês de novembro temos 215 veículos roubados e de janeiro a julho 128.
Porém, os dados me espantariam se a fonte das informações não fosse a Confederação Nacional das Seguradoras, diretamente interessada nos alardes acima mencionados, porém destoados de realismo técnico, jurídico e prático, acredito que por descuido em explicar as diferença entre roubo e furto ao leitor.
Esclareçamos, então. Primeiramente no roubo de veículo o indivíduo em geral usa violência e uma arma de fogo. Já no furto de veículo a vítima nunca está próxima ao carro, e em geral o ano destes veículos está abaixo de 2000, e pouco interesse gera às seguradoras.
E sobre os furtos de veículos, a experiência nos mostra que os criminosos escolhem carros cujos donos são descuidados, deixam em locais isolados e ermos, não possuem alarme e nem mesmo sistema contra furto. Neste caso é importante lembrar que Segurança Pública é responsabilidade de todos, assim positiva o artigo 144 da Constituição Federal, para evitar os furtos não basta deixar nas mãos de Deus, ao acaso ou na conta das forças policiais .
Seguindo neste raciocínio, as informações repassadas pela mídia geram uma insegurança na população, o que não refletem a realidade de Sapucaia do Sul, pois repetimos, tecnicamente apenas 128 roubos de veículos foram registrados de janeiro a junho de 2010, um importante avanço no combate a este tipo de delito.
No mesmo sentido, a forma de divulgação de dados feita pela mídia podem gerar instabilidade social, ainda mais quando difundidas por meios de comunicação formadores de opinião pública, e podem jogar por terra projetos que há anos vêm sendo realizados pela Brigada Militar de Sapucaia do Sul e que pouco espaço recebe da mídia, tais como: Quartel tri-legal, Postos de Referência Comunitários, Programa de Rádio Comunitário, Conselho de Segurança Escolar, Informativo do 33º, e o eficiente PROERD (Programa de Resistência às Drogas e à Violência) que no último dia 14 de dezembro ensinou 1200 crianças a dizerem não às drogas. Além de outras ações que fizeram recuar também, neste ano, em aproximadamente 25% os homicídios na cidade do Zôo.
Mas, enfim, notícias como estas, nos parece, não vendem jornais, não geram polêmicas em rádio e programas de TV, e não tem nada a ver com seguros de veículos.
ROUBO DE VEÍCULOS
Ano | 2007 | 2008 | 2009 | 2010 |
Janeiro | 24 | 29 | 29 | 24 |
Fevereiro | 19 | 37 | 31 | 37 |
Março | 30 | 34 | 15 | 28 |
Abril | 30 | 31 | 25 | 13 |
Maio | 28 | 29 | 25 | 11 |
Junho | 30 | 31 | 24 | 15 |
Julho | 30 | 21 | 29 | 17 |
Agosto | 30 | 19 | 28 | 23 |
Setembro | 33 | 21 | 19 | 17 |
Outubro | 20 | 11 | 18 | 17 |
Novembro | 20 | 13 | 31 | 13 |
Dezembro | 24 | 19 | 25 | |
Total | 318 | 295 | 299 | 215 |
Geverson Aparício Ferrari – 1º sargento do 33º BPM
Bacharel em Direito, fone: 51 93544391
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Na Mira do Tira
Pois é pessoal, mais uma semana que se inicia, e também o último mês de 2010, espero que tenhamos menos acidentes de trânsito na cidade, menos violência, mais solidariedade e compreensão uns com os outros. E atenção aos larápios de plantão, nesta época aumentam considerávelmente os golpes no centro, então não caiam em golpes do tipo: bilhete premiado, bolinhas em dedais, cheques de autos valores que querem que você troque pela metade do valor.
E também fiquem atentos, levem bolsas bem próximo ao corpo, celular de maneira discreta, não saquem altas quantias em dinheiro, prefira pagar com cartão de débito ou faça transferências bancárias.
Se possível auxiliem seus avós e pais mais idosos para sacarem seus pagamentos, não os deixem a marcê de criminosos covardes, que se aproveitam da fragilidade de nossos velhinhos.
Essa foi nossa contribuição de hoje, até a próxima
sábado, 4 de dezembro de 2010
Na Mira do Tira
As chuvas e os buracos
Quando é dia de chuva algo me deixa muito nervoso, trata-se dos buracos em via públicas. Sim, pois quando não está chovendo posso vê-lo e evitá-los, porém quando chove, a água que se acumula nos buracos do asfalto enganam-me e os danos são inevitável pela simples inexigibilidade de conduta diversa, pois se não vejo o obstáculo como posso desviá-lo. O ideal seria que não inexistissem buracos em via pública na cidade de Sapucaia do Sul.
Sinalização de trânsito em Sapucaia do Sul
Já está mais do que na hora de se implantar mais sinaleiras na cidade, nosso município possui cerca de 55 mil veículos circulando na cidade. Porém o plano de engenharia de tráfego (se é que existe) em Sapucaia do Sul não parece ter evoluído na mesma velocidade em que aumentou a frota de veículos automotores. Da mesma forma é necessário, e de forma urgente, que se melhor as sinalizações das vias públicas, tais como: faixa de pedestres, pois estão quase todas com pintura desmerecida ou com partes apagadas; as advertência de parada e as de dar a preferência precisam ser reavivadas e outras criadas. Enfim, a sinalização de trânsito como um todo em Sapucaia do Sul precisa dar uma boa melhorada, agindo assim, estaríamos evitando danos, lesões corporais e a morte de muitas pessoas. As omissões neste sentido geram os efeitos contrários e quem paga por elas, de novo, é o povo de Sapucaia do Sul que se vê obrigado a utilizar-se das vias públicas.
O que sonho para Sapucaia do Sul
Confesso que sonho com minha cidade bem limpa, bem sinalizada, com canteiros centrais bem limpos, com coloridas flores e gramados bem cortados, contrastando com o branco das faixas de pedestres bem vivo, com sinaleiras em pontos cruciais demonstrando que o poder público de Sapucaia do Sul preocupa-se com a cidade e seus habitantes. Sonho, também, que Sapucaia possui todo um povo educado que não depreda o patrimônio público e nem destrói plantas da nossa cidade. Acho que não sonho sozinho, e quando sonhamos juntos temos mais chances de ter nosso sonho realizado.
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